Genealogia da esquerda  

Posted by Flavio Morgenstern in , , , , , , , , , , , , , ,

Consuetudinariamente sou inquirido a respeito do meu salutar ódio à esquerda, retroalimentado todas as manhãs através de farinha láctea Nestlé, Biotônico Fontoura e Taffmann E como mamãe me ensinou.

Apesar de as aparências aduzirem a um fanatismo xiita dos "reacionários", eivado de histéricos faniquitos de fobia por progresso, pelas liberdades, pelas cultura e por todas as benesses que foram graciosamente concedidas à humanidade por Karl Marx, em verdade trata-se ipso facto de um amor incondicional aos mais modernosos e atuais elementos de progresso da civilização: a cultura greco-romana, a calça jeans, o papel higiênico macio, o thrash metal, a possibilidade de pagar R$66,00 numa edição de luxo de O Capital, a pena de morte e uma internet cheia de pornografia que não será baixada sozinha.

Inobstante, fatores históricos, cujo atraso grita horridamente, perpetuam a eterna azáfama, a saber: a coisa antiga precisa ser trocada por uma coisa nova, cometendo o eterno erro hegeliano: acreditar religiosamente que idéias envelhecem e precisam ser substituídas pela força do tempo por idéias novas, não importa quão piores sejam - exatamente como se trocam cuecas.

Há 2.500 anos Platão demonstrava pela primeira vez como seria uma sociedade sem Estado, supostamente perfeita, onde todos seriam filósofos. Nos últimos 400 anos, diversos pensadores, como Vico, Saint-Simon, Robert Owen, Leroux, Fourier, Marx, Engels, Lênin, Trotsky e Stálin, quiseram mudar o que era velho por um novo sonho seguidor de regras auto-definidas - nos últimos, desta feita, com um estágio totalitário só pra se extinguir sozinho logo depois. Com este mesmo tempo a marchar, algumas idéias se provam pouco atinadas com aquela entidade abstrata chamada de mundo real pelos sábios, enquanto outras denunciam que nem toda idéia nova é necessariamente melhor do que uma antiga - como o provam o tênis Conga, a Cherry Coke e a dance music. Piorando: as idéias mais novinhas em folha acabam se tornando cafonas e velhas em menos tempo do que conceitos como liberalismo, que poucos percebem serem tão mais novos.

Neste contexto, nada pode ser mais esquisito do que um esquerdista usando a internet. A imagem de um blogueiro de esquerda é mais anacrônica do que Lady Gaga tocando num gramofone. Quando um ser vivo se considera progressista, alguém precisa lhe avisar de que esse progresso está fora de moda.

Genealogia de uma revolta

Aquilo que se chama "pensamento progressista" não passa de uma epopéia velha e com ares de estória da carochinha para enganar adultos velhos, que acham que deixar de serem adolescentes para ficarem gagás é sinal de maturidade.

Todo pré-adolescente se indignou com as injustiças do mundo e, ao perceber que as únicas delas que possuem entidades construídas para lidar ad hoc com suas peripécias são a política e a religião, imediatamente passa a se revoltar obstinadamente contra elas. Ainda que se possa atingir uma profunda sapiência nesse questionamento de ambas, críticas rasteiras só levam a manter a platitude de pires que caracteriza o pensar ressentido.

Na prática, o progressismo é um modo pedante de exprimir uma noção bobalhóide, a saber: algumas pessoas ganham mais pelo tempo de trabalho do que outras (e aqui o tempo de trabalho é a única medida permitida: ignora-se a educação, especialização etc), e os filhos dessas já nascerão com oportunidades melhores do que as dos outros. Logo, o único modo de acabar com a iniqüidade é proibindo que tempos de trabalho iguais (novamente, a única aferição válida) permitam pagamentos diferentes. Como a única maneira de se proibir que isso ocorra em todo lugar é através do Estado, que pode coagir qualquer empresa (empresa tal que poderia ofercer emprego mais atraente do que trabalhar para o Estado), resta tomar o poder a força e obrigar toda pessoa e organização a seguir a mesma métrica.

O progressista, assim, parte de uma idéia até bacaninha, quando se tem pouca idade e experiência com as leis de Newton: já que caridade faz bem a algumas pessoas, se todas fizerem, o mundo será melhor. Nem um único progressista na história da evolução humana foi capaz de se perguntar qual o maior número: o de pessoas que podem fazer caridade ou o de pessoas que só podem recebê-la. Pior: não se trata mais apenas de caridade, de boa vontade por parte do sujeito - trata-se de fazer o Estado controlar a "caridade": não se dá mais nada ao seu vizinho, mas sim dá-se tudo ao Estado para que este redistribua. E se ele vier pedir uma xícara de açúcar, que faça piquete e instaure uma assembléia extraordinária.

O progressista nada mais quer do que fazer com que o Estado controle o progresso. É uma idéia que rendeu muitos livros e deu fama a diversos filósofos, mas nunca fez com que o Estado criasse riqueza. Nunca fez com que indivíduos vivendo sob o jugo do Estado vivessem melhor do que aqueles vivendo em um país com tradições liberais fortes.

O progressista acreditou na Gurgel e na reserva de mercado. O reacionário permitiu que o blu-ray, o mp3 e o iPod fossem inventados.

O reacionário inventa um produto novo e melhora a vida das pessoas. O progressista cobra o imposto.

Progressista, enfim, é o cara que só lê livros escritos há menos de 30 anos. Progressista é só o burguês que odeia burguês.

Enquanto o progressista acredita que está indo contra um velho sistema, o progresso já atropelou todos os progressistas - o progresso significa Photoshop e PDF, não sindicato. Mas sem consciência de perceber a sabugice de usar internet wireless que as privatizações permitiram para pedir bolsa do governo, o progressista é alesmaiado em sobejância para atentar para o fato de que a única coisa públicagratuitaedequalidade que existe é o Google.

Destruindo todas as réstias de inteligência que a combinação de ilusão de progresso com controle estatal possa permitir sobreviver, o progressista não apenas acredita que repapagaiar uma aleivosia sobre "progresso" ad nauseam seja algo que aponte pro futuro, como também acredita que tudo o que não seja filiado a um sindicato ou "movimento social" seja coisa retrógrada - sobretudo o seu próprio pesadelo estatizante, mas com discurso (e apenas discurso) menos planificante: qual seja, o fascismo.

Pensam, ademais, que são o exato oposto do fascismo em todos os aspectos. Uma simples análise demonstra como esta pecha de "fascista" para todos os seus inimigos fala mais sobre a esquerda cega a si mesmo do que a qualquer dos seus desafetos.

Fascistas e esquerdistas são favoráveis a controlar o que acham que pode gerar injustiças se não estiver em seu total e irrestrito poder. Aquela anarquia do mercado que gera "desigualdade" deve ser rigidamente controlada pelo Estado, em ambos os sistemas. A liberdade de imprensa, que pode gerar "oposição" e uma "mídia golpista", também é rigorosamente impedida. A criminalidade deve ser rest... ops! Essa só pode ser controlada no fascismo!

E, claro, não importa o quanto você seja contra toda a outra opressão estatal em todas as áreas em que ela nociva, enquanto que os progressistas que lutam pelo "social" não o são: se você quer controlar a criminalidade, imediatamente será alguém contra o progresso, um fascistóide!

É claro que sobra ao progressista se encontrar com seus pares de inteligência apoucada em comunidades na internet. E sem nunca poder afirmar que se quer que o Estado proíba tudo o que é privado, apela-se para o neoromantismo da "social democracia". Seria uma idéia menos panaquinha, não fosse o vezo progressista em tomar o nome apenas para não se considerar algo menos "progresso prafrentex", como, num exemplo aleatório, "comunista". Afinal, é lindo se considerar "social democrata", mas pense em privatizar uma empresa podre, dando prejuízos horrendos aos contribuintes, e torná-la uma das empresas mais lucrativas do mundo, que rende mais ao governo só em impostos do que em lucro bruto (!!!) e... você deixará de ser um democrata com visão social (?!) por conta disso!

Por fim, há uma diferença fundamental entre pessoas de direita e de esquerda. Pessoas de direita gostam de armas e especulação financeira. Pessoas de esquerda gostam de maconha e Tom Zé. Algum desses lados tem de estar errado.

A esquerda e o Irã: A mão que afaga é a mesma que apedreja  

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De todo o cacarejo marxista, pouco ou nada resta a honrar um arvoricídio para se imprimir livros, mas, para que suas edições continuassem vivas até hoje, o velho alemão foi cuidadoso em criar uma terminologia confusa e atenta a filigranas para dar ares de originalidade à sua obra – de "mais-valia" a "luta de classes" pra baixo.

Com efeito, todo o seu pensamento resume-se apenas a uma fabulazinha panaca: se alguém no mundo possui algo, mesmo que não valha um centavo (como a roupinha do Chaves), foi por ter egoisticamente tomado para si a força, às espensas dos mais fracos – quando, na verdade, deveria ter compartilhado com todos. Todos os sistemas da Humanidade teriam sido criados por este princípio. É a idéia pueril e boboca de que: 1) Se um tem, todos também devem ter; 2) Só existe um rico porque ele explora um pobre; 3) a soma de todas as pobrezas resulta em riqueza.

Qualquer criança que reflita sobre pobreza e riqueza pode chegar às mesmas conclusões, mas sem termos pomposos como “superestrutura” e “alienação pelo trabalho”. Assim, é difícil um sujeito ser marxista sem ter lido Marx, embora seu pensamento seja simplório, em termos complicadíssimos.

Infelizmente, o mesmo não se dá com Gramsci: o intelectual coletivo” defendido por este autor nada mais é do que forçar a derrota do capitalismo (que seria natural, não revolucionária, em Marx) através de qualquer coisa que vá contra seu “projeto burguês”. Se em Marx não há espaço, senão como espectadores, para o Lumpenproletariat (unterste Gesellschaftsschicht ohne Klassenbewusstsein, ou seja, indivíduos sem consciência de classe, como assaltantes, delinqüentes, prostitutas et caterva), em Gramsci esses são alçados à categoria de “intelectuais”, visto que são um “incômodo” ao capitalismo. Vale tudo para acabar com o liberalismo: mesmo queimar todos os livros de Shakespeare para fumar maconha com o papel.

Tudo, em Gramsci, converge para o Partidão: é o ideal fascista bruto, de que tudo é válido e virtuoso, desde que faça o Partido (o novo Príncipe maquiavélico) vencer. Abandona-se a Klassenbewusstsein, a consciência de classe marxista, e deixa-se que a burocracia tome conta até de nosso pensamento. É facílimo, portanto, ser gramcista sem nunca ter sequer ouvido falar em Gramsci.

É exatamente o que ocorre com a esquerda brasileira: sem poder mais se declarar abertamente socialista, e tendo relações conflituosas com a social-democracia keynesiana, só resta mesmo mandar às favas os escrúpulos de consciência e simplesmente aquilatar o certo e o errado tão-somente pelo que será favorável eleitoralmente ao PT, e maléfico ao PSDB – mesmo que se jure sobre o milho que não é petista.

Vide o atual caso dos aiatolás atômicos apedrejadores.

Enquanto a imprensa mundial elogiava Lula por ter mantido as práticas de seu predecessor, já que outrora sua promessa fora boicotar a dívida e reestatizar companhias que dão muito mais dinheiro ao governo só em impostos sendo privatizadas (e já mostrei como a quitação da dívida com o FMI é uma farsa), os pensadores esquerdistas, nas Universidades, imprensa e onde mais apareciam, macaqueavam o namoro global com Lula (como se FHC não fosse não somente elogiado, como convidado para escrever sobre o mundo em toda essa mesma imprensa). Fingia-se ser um fato único na história desse país: e nossos críticos eruditos da Academia, patetas, acreditavam, mesmo negando o fato.

(Não é de se estranhar, afinal, que a coluna Debates da Folha, que geralmente tem duas pessoas com opiniões diversas, foi trocada por uma página inteira com um tal de Mohsen Shaterzadeh, embaixador do Irã no Brasil, dizendo que o Brasil deu um passo crucial frente às nações “credoras da Segunda Guerra Mundial”, que não ouviram “as grandes nações – a saber, Brasil e Turquia – que, numa postura de respeito aos direitos humanos, configurando a “nova ordem mundial”. Urge comentar?)

Agora, os mesmos conscientes cabeça de plantão entraram em mais um curto-circuito de sinapses: primeiro, acreditando que tudo o que pode ser de bom tem de ser via estatal, como sói à esquerda; depois, defendendo, ao mesmo tempo, direitos humanos, como se apenas o Estado (ou o Partido) pudessem provê-los; por fim, encetando amizade com qualquer facínora com alto grau de demência que vá contra as políticas “conservadoras” e “neoliberais” do que julgam ser a direita – mesmo que estes sejam os campeões em destruir os próprios “direitos humanos” que tanto defendem.

E aí, o que é mais importante para nossos progressitas: criticar um regime que mata mulheres por apedrejamento (enterrando-as até os ombros – ao contrário dos homens, que podem cobrir o rosto com as mãos – para serem alvejadas com pedras pequenas, que não as assassinem imediatamente, numa sevícia que dificilmente termina no inevitável traumatismo craniano em menos de uma hora), podendo render críticas ao Partido em ano eleitoral, ou se calar para não correr risco de render, quiçá, votos para o PSDB?

Não é preciso nem imaginar o que nossa elite progressita, preocupada com o sofrimento do mundo causado pelo capitalismo, preferiu: o silêncio.

Aquelas feministas que acharam o #lingerieday uma opressão de gênero machista, as feministas que culparam a “sociedade machista e paternalista” pelo brutal assassinato de Elisa Samudio (mas, claro, não encontram o mesmo nexo causal quando precisam defender “um pobre” que estupra e retalha), aquelas feministas preferiram não dar um pio sobre essa forma horrenda de “feminicídio”, preferindo causas muito menos urgentes, como passar uma semana pedindo pela liberação do aborto, apenas porque... não podem falar mal dos amiguinhos do Lula.

É preferível

que estatizem a Nintendo e o Google, mas que não obriguem os pensadores a pensar em nome do Partido.

Lula, por sinal, junto a Turquia (que nega o holocausto de 1,5 milhões de armênios e 30 mil curdos, cujo artigo 301 do seu Código Penal foi invocado para perseguir Orhan Pamuk, depois de Salman Rushdie ser alvo de uma fatwa que o condena à pena de morte se descoberto por autoridades islâmicas em qualquer lugar do mundo), fora o único fantoche tosco a facilitar urânio para os mulás cabeças-de-toalha, sob argumento de que o regime que nega o direito de existência do Ocidente (apenas começando por Israel) tem fins “pacíficos”. Baseando-se em... sua amizade, claro. Nossos progressistas e nossas feministas, claro, apostam até agora que ele merece o Nobel da Paz por isso.

Enquanto tal, a Time publicava uma capa com uma menina afegã que teve nariz e orelha cortados pelo regime talibã. A mensagem sobre o que aconteceria se os EUA abandonassem o Afeganistão é até visual. Um de meus progressistas preferidos resolveu abrir o bico, dessa vez. Segundo ele, isso justificaria qualquer invasão. Além de o termo invasão ser usado erroneamente por um escritor (o correto seria ocupação, erro que usam em sinal invertido quando se trata de invadir a reitoria), as Hintergedanken, suas intenções ocultas, são daquele misto de retardismo mental aplicado a um assunto de tamanha seriedade que não deveria ser tratado por crianças: combinação que gera morbidez inescapável.

Seu motejo molha-cama é o de que muitas coisas horríveis acontecem pelo mundo, e os EUA não fazem nada contra. Até entram em relações com a China. E inventa um monte de dados (e até admite a numerologia de estro próprio) para “provar” seu argumento (?!). É a própria chamada “Al Qaeda eletrônica”, como apelidava Reinaldo Azevedo, em ação em nome dos votos na Dilma.

É curioso imaginar como a política externa de Washington e do Ocidente (e até mesmo o Oriente civilizado, como o Japão, que sofre pressões hoje dos próprios americanos para, ora, se remilitarizar, já que a ameaça de fascismo japonês foi enterrada) é baseada em um lobby fortíssimo e mais famoso que a canhotice de Paul McCartney para que os países que queiram se aproveitar de sua forte economia sejam obrigados a serem mais humanitários. O antigo e invocado artigo 150 do código penal turco foi trocado pelo dúbio 301 por pressão da EU, já que a Turquia quer virar européia. Afinal, ouvi dizer por aí que os EUA têm um embargo a Cuba, ou apenas eu sei disso?

Por outro lado, que exigiu toda a minha genialidade e décadas escarafunchando os mais obscuros autores da civilização ocidental para poder chegar a tão altaneiras conclusões, Francis Fukuyama (O Fim da História) e Michael Mandelbaum (The Ideas that Conquered the Word) demonstram que a sociedade liberal é fruto de ao menos 3 séculos de batalhas e conquistas, o fracasso da diplomacia sul-sul e, sobretudo, o fato culminante da história da política externa, resumido pelo filósofo Bem Parker, ao lembrar que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades (Amazing Fantasy #15) – ou seja, não importa quantas mulheres foram apedrejadas enquanto FHC estava no poder, ele nunca afagou aiatolás com nervuras nos cornos, nem facilitou urânio para enforcadores de gays só para ser contra os EUA – ser, como se diz, de esquerda, afinal. Só com isso já ganhou a pecha de “neoliberal”, o pior epíteto que se pode ter nessa terra de panacas.

Para defender o Partidão, vale varrer até a aleivosia de “direitos humanos” para debaixo do tapete. Até a demência de comparar a trapalhada nas eleições americanas de 2000 com ser segurada pelo próprio marido (forçado) enquanto seu cunhado lhe corta a faca nariz e orelha. Vale ficar quietinho, fingindo que não é com você, que seu candidato, por quem você abdica a totalidade da sua militância cicladiana, dê uma gaguejada e só peça que Ahmadinejad “mande-a para cá” por ela estar “causando incômodoao seu amiguinho (e negar, claramente, que tenha oferecido asilo à moça). Lapidação? Não é com eles, muito menos assunto a ser tratado em seus Twitters.

Quem diz isso são os dementes encrustados em nossas Universidades, já que ninguém cuida de lhes expulsar a pedradas, que afirmam que nunca votariam em opressores que são contra cotas, esses elitistas selvagens anti-Bolsa Família que moram todos em Higienópolis. O povinho bunda que se acha crítico que acha feio fazer piadas com negros, mulheres, gays e “minorias”, mas acha uma obrigação estatal fazer piada com judeus – e, por sinal, patrocinar regimes que não visam senão a sua extinção.

É a massa de manobra da turma “eu não sou petista, mas...” que se acha a vanguarda do pensamento por ter lido Marcuse, mas é incapaz de perceber que estatizaram e partidarizaram com tal gana sua capacidade de discernir uma pérola de um hipopótamo que agora pensam por legendas – enquanto um analfabeto nunca se submeteria a tal auto-hipnose.

Ser politicamente correto significa estar errado em tudo, mas ao menos fazer seu partido ganhar as eleições.


(leiam também o artigo com título genial de Jackson Diehl no Washington Post – Lula: Stonewalled by Iran)